Até agora já plantamos 83.052.442 mudas de árvores nativas em todo o Paraná
 


Resgate de Carbono
no Programa Mata Ciliar


1.027.989 tCO2e

Metodologia de cálculo
Outras Informações

 


ESTIMATIVA DE ESTOQUE E INCREMENTO DE CARBONO
DAS ESPÉCIES NATIVAS PLANTADAS PELO
PROGRAMA MATA CILIAR NO ESTADO DO PARANÁ

Curitiba 09/04/07

Rosana Maria Renner*
         Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt**

 

Este trabalho visa gerar informações sobre o estoque de carbono acumulado pelas mudas de espécies nativas plantadas e nas áreas abandonadas para regeneração natural pelo programa Mata Ciliar apartir de 2004.
Os dados foram levantados em trabalhos científicos, relatórios técnicos e resumos de congresso.
Foram avaliadas as 67 espécies nativas mais utilizadas no Programa Mata Ciliar, observando o percentual de participação de cada espécie.
Os resultados obtidos são cálculos estimados com o intuito de apresentar à sociedade a dimensão de mais este benefício da recuperação florestal levada a termo pelo Programa Mata Ciliar e que influência positivamente os efeitos da mudança climática global.

* Engenheira Florestal. Mestre em Ciências Florestais UFPR. RB Florestal Ltda - rbrosana@uol.com.br.
** Engenheiro Agrônomo. Instituto Ambietal do Paraná – sergiomb@pr.gov.br.

ESTIMATIVA DA BIOMASSA AÉREA PARA AS MUDAS PLANTADAS

Foi realizado levantamento de dados de literatura para cálculo da captura de tCO2e (toneladas de CO2 equivalente).  Os dados levantados foram: idade, altura, diamentro e densidade a 12%. Posteriomente foi calculada a área basal, volume e biomassa por individuo.
Para cerca de 10% do total de espécies não foram encontrados dados bibliográficos para as idades consideradas. Nestes casos foi utilizada a média geral dos dados obtidos para as demais espécies trabalhadas.

O volume foi estimado através da área basal multiplicada pelo diâmetro médio, altura média e fator de forma (0,5).

Para a estimativa da biomassa anual utilizou-se a equação sugerida por Brown (1997):
Biomassa acima do solo (em t/ha) = Vol * Dens * Fexp, onde:

Vol: volume por hectare (m3)
Dens: Densidade baseada na massa seca (t/m3 ou gramas/ cm3)
Fexp: fator de expansão de biomassa.
O fator de expansão adotado foi 1,74


Obteve-se assim a biomassa por indivíduo que dividida pela idade resulta no incremento anual de biomassa por indivíduo. Ao multiplicar-se pelo fator 0,5, tem-se o valor de incremento de C por indivíduo em toneladas por ano.
Para o cálculo do valor médio de carbono acumulado por indivíduo foram consideradas as 67 espécies nativas mais utilizadas no Programa Mata Ciliar e o percentual de participação de cada uma delas nos plantios. O valor médio obtido foi de 0,0055 t CO2e/ind.ano.
O número de indivíduos considerado para o cálculo efetivo foi baseado na média dos dados de sobrevivência de mudas obtidos em vistorias de campo. Estes dados permitiram a adoção inicial de um índice de 55%. As vistorias de campo estão sendo realizadas por técnicos do IAP, profissionais autônomos e empresas privadas. Esta atividade de monitoramento dos plantios está sendo incrementada na atual fase do programa com a participação de empresas do terceiro setor, Emater Paraná, Municípios e Polícia Ambiental. Os dados de sobrevivência serão periodicamente atualizados.

 

LISTAGEM DAS ESPÉCIES TRABALHADAS COM O RESPECTIVO VALOR DO CARBONO RESGATADO POR INDIVÍDUO POR ANO

NOME CIENTÍFICO t CO2e/ind.ano
Luehea divaricata 0,0050
Pterogyne nitens 0,0015
Anadenanthera colubrina 0,0121
Anadenanthera macrocarpa 0,0143
Psidium cattleianum 0,0007
Annona cacans 0,0269
Araucaria angustifólia 0,0039
Schinus terebenthifolius 0,0022
Mimosa scabrella var. aspericarpa 0,0156
Mimosa flocculosa 0,0015
Mimosa scabrella 0,0249
Sebastiana commersonia 0,0048
Peltophorum dubium 0,0046
Nectandra lancelota 0,0007
Ocotea puberula 0,0012
Croton floribundus 0,0021
Myrsine ferruginea (Rapanea ferruginea) 0,0061
Clethra scabra 0,0055
Jacaranda puberula 0,0051
Phytolacca dióica 0,0055
Cedrela fissilis 0,0012
Cecropia hololeuca 0,0055
Ilex paraguariensis 0,0007
Albizia hassieri 0,0055
Lonchocarpus muehlbergianus 0,0001
Solanum sp. 0,0055
Campomanesia xanthocarpa 0,0015
Callophyllum brasiliense 0,0011
Schizolobium parahyba 0,0145
Astronium graveolens 0,0059
Parapiptadenea rígida 0,0015
Ingá sessilis 0,0015
Tabebuia chrysotricha 0,0007
Tabebuia heptaphylla 0,0011
Cybistax antisyphulitica 0,0059
Heliocarpus americanus 0,0055
Mimosa regnelli 0,0055
Peschiera funchsiaefolia 0,0055
Bastardiopsis densiflora 0,0176
Cordia trichotoma 0,0051
Didimopanax morototoni 0,0127
Senna macranthera 0,0055
Mimosa bimucronata 0,0032
Ruprechia loxiflora 0,0004
Guazuma ulmifolia 0,0103
Chorisia speciosa 0,0015
Euterpe edulis 0,0040
Bauhinia forficata 0,0007
Senna multijuga 0,0033
Gallesia integrifólia 0,0020
Cytarexylum myrianthum 0,0011
Caesalpinia férrea 0,0033
Piptadenia gonoacantha 0,0174
Trema micrantha 0,0072
Aegiphila sellowiana 0,0020
Vochysia tucanorum 0,0055
Aspidosperma polyneuron 0,0004
Prunus brasiliensis 0,0018
Podocarpus lambertii 0,0015
Eugenia uniflora 0,0004
Tibouchina sellowiana 0,0055
Croton urucurama 0,0089
Alchornea glandulosa 0,0132
Cyntharexylum myrianthum 0,0011
Vitex polygama 0,0055
Eugenia pyriformis 0,0006
Piptacarpha angustifólia 0,0055


ESTIMATIVA DE ESTOQUE DE CARBONO DAS ÁREAS ABANDONADAS PARA A REGENERAÇÃO NATURAL

Segundo trabalho da SPVS (2001), as formações de Floresta com Araucária em estágio inicial de sucessão apresentam um incremento entre 5 e 7,7 t C/ha/ano.
Para a estimativa do estoque de carbono acumulado pela vegetação nativa nas áreas abandonadas para a regeneração natural e registradas no cômputo de resultados do Programa Mata Ciliar, foi considerado o valor mínimo, ou seja, 5 t C/ha/ano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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