Até agora já plantamos 80.316.672 mudas de árvores nativas em todo o Paraná
 


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Ritmo de plantio
do programa Mata Ciliar

29.807,51
mudas por dia


Resgate de Carbono
no Programa Mata Ciliar


989.634 tCO2e

Metodologia de cálculo
Outras Informações

 

Programa Mata Ciliar

O Programa Estadual de Mata Ciliar teve início em 2003 com uma meta ousada de plantar 90 milhões de árvores para recomposição da vegetação que protege às margens dos principais rios do estado, bacias hidrográficas, mananciais de abastecimento público, Unidades de Conservação, reservatórios de usinas hidrelétricas e bacias dos rios que integram os corredores de biodiversidade.

Desde de 2003, o programa Mata Ciliar, já contabilizou o plantio de 80316672 mudas para o programa. Com as cinco milhões de mudas plantadas na Semana da Árvore este número subiu para mais de 31 milhões de árvores plantadas.

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos é responsável pela coordenação do Programa, em parceria com as Secretarias da Agricultura e Abastecimento, do Planejamento e Coordenação Geral. O trabalho em campo desenvolvido com os agricultores é realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Emater. Gestão compartilhada, assistência técnica e capacitação, incentivos, controle e fiscalização são as suas principais características.

O Governo do Paraná já investiu R$15 milhões no Programa Mata Ciliar na reestruturação de 22 viveiros estaduais, compra de viveiros – doados a 303 municípios, Colégios Agrícolas, Sanepar, APAES, Centros de Menores Infratores, penitenciárias, instituições públicas e privadas. Todos os 399 municípios paranaenses aderiram ao Programa.

O programa Mata Ciliar trabalha em duas vertentes: a recomposição da mata ciliar através do plantio de mudas de espécies nativas e disponibilizando recursos através do programa Paraná Biodiversidade para que pequenos agricultores que possuem criações façam o isolamento da área próxima as margens dos rios.

As cercas servem para evitar que o gado paste nas áreas protegidas também serão financiadas. O Programa prevê ainda recursos para a instalação de bombas (elevadores) que irão tirar a água dos rios para dar de beber os rebanhos e irrigar as plantações.

O abandono das áreas, deixando que a vegetação se recomponha naturalmente é outra forma de recomposição da mata ciliar onde existe vegetação nativa que possa servir como banco de sementes.

Avanço – Desde o início do Programa a Secretaria do Meio Ambiente já proporcionou o abandono para a regenaração natural de 10 mil hectares de áreas próximas as margens dos rios. Através do Programa Mata Ciliar e Programa Paraná Biodiversidade, foram destinados recursos para a implantação de 3,5 mil quilômetros de cercas.

Todas as propriedades inseridas no Programa foram cadastradas pelo IAP e Emater. Além disso, o Tribunal de Contas está monitorando os resultados do Programa. No último semestre as regiões de Londrina, Guarapuava, Foz do Iguaçú e Paranavaí receberam a visita de fiscais do tribunal de Contas, que devido ao sistema de controle montado puderam verificar em campo os plantios em cada propriedade cadastrada.

“Foram criados cadastros dos silvicultores para que pudéssemos ter um controle do recebimento de mudas. O cadastro é feito com documentos pessoais, do imóvel, endereço do imóvel e em muitos casos a localização geográfica do imóvel mediante latitude e longitude fornecidas por GPS. Estes subsídios facilitam enormemente o trabalho da auditoria do Tribunal de Contas, que faz a fiscalização do plantio e produção de mudas”, explicou o diretor de Desenvolvimento Florestal do IAP, Paulo Roberto Caçola.

Integração entre Programas de Governo

O Programa Mata Ciliar está diretamente ligado a outras ações que vem sendo desenvolvidas pelo Governo do Paraná, com o objetivo de recuperar a cobertura vegetal do Estado - uma das metas na área ambiental e que depende da transversalidade para otimizar resultados em benefício da população paranaense.

“Com bom senso atingiremos o desenvolvimento sustentável, isto é, ecologicamente correto, economicamente viável, e com justiça social. A implantação desse programa de Mata Ciliar é uma ação estratégica para atingir o desenvolvimento sustentável porque está aliada a programas como o repovoamento dos rios, o manejo integrado de solos e água, o Paraná 12 Meses, o Paraná Biodivesidade, entre outros”, disse o vice-governador e secretário da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti.

O Programa de Repovoamento de Rios com Espécies Nativas, por exemplo, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura em parceria com as Secretarias do Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior está promovendo a regeneração da fauna dos rios.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida a redução dos estoques pesqueiros nos rios do Paraná decorre, principalmente, das alterações das condições naturais de reprodução e desenvolvimento dos peixes. “Entre as intervenções que causam a redução no número de peixes dos nossos rios está o desmatamento da mata ciliar, o barramento de rios, a poluição industrial e domestica, a pesca predatória e o uso indiscriminado de agrotóxico”, explicou Cheida.

Repovoamento de Rios - O Programa Mata Ciliar beneficia diretamente o Programa de Repovoamento de Rios e, conseqüentemente, toda a população que vive diretamente e indiretamente da pesca amadora e profissional. “O Mata Ciliar está recuperando rios e nascentes o que aumenta a perspectiva de bons resultados do Programa de Repovoamento, onde espécies nativas como o pacu, piapara e o curimbatá estão sendo devolvidos aos rios paranaenses para incrementar a produção pesqueira, mantendo a diversidade biológica das espécies de peixes”, disse o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Rasca Rodrigues.

O coordenador do Centro de Pesquisas em Aqüicultura Ambiental (CPA) do IAP, em Toledo, Taciano Maranhão afirmou que um dos principais fatores que levou à redução do estoque pesqueiro de diversos rios do Estado foi a prática agrícola irregular - que era desenvolvida em solo paranaense até pouco tempo atrás.

“A recuperação da mata ciliar e o trabalho de manejo integrado de solo e águas estão diretamente ligados ao aumento da produção de peixes no Paraná. É uma cadeia integrada e que beneficia todo o ecossistema”, disse Taciano.

Paraná Biodiversidade - Outro programa que tem seus resultados interligados ao Programa Mata Ciliar é o Programa Paraná Biodiversidade, que tem como meta a recuperação da biodiversidade através da formação dos “corredores de biodiversidade” ou “corredores ecológicos”.

Estes corredores estão sendo formados através da conexão de remanescentes florestais - áreas de preservação permanente (matas ciliares, encostas e topos de morros), reservas legais, parques, reservas particulares do patrimônio natural (RPPN), estações ecológicas, entre outras.

Por meio do Programa Paraná Biodiversidade, beneficia-se o pequeno produtor rural - propriedades de até 30 hectares – que pretende isolar a margem do rio para recompor a mata ciliar com a doação de cercas. Nos próximos meses, mais mil quilômetros de cerca e abastecedores comunitários serão destinados a pequenos produtores assistidos pela Emater. Além da cerca, os programas fornecem elevadores de água e abastecedouros comunitários para que a mata ciliar permaneça intocada. A doação de cercas e o abandono de áreas são medidas adicionais ao plantio das 90 milhões de espécimes nativas. O que garante, ao final deste verdadeiro mutirão, um resultado muito superior àquele inicialmente proposto.

As áreas prioritárias para o desenvolvimento das ações são os corredores Caiuá-Ilha Grande, Iguaçu-Paraná e Araucária, abrangendo regiões distintas ao longo dos rios Iguaçu e Paraná, envolvendo 63 municípios. O coordenador do Programa Paraná Biodiversidade, Erich Schaitza, disse que esteve, um trablaho desenvolvido em campo pelos técnicos da Emter com 259 agricultores donos de propriedades - com área entre sete e oito alqueires - localizadas em uma microbacia, do município de Terra Roxa, está trazendo resultados extremamente positivos sobre a fauna regional.

“Os técnicos discutiram com os produtores formas de desenvolver atividades com menor impacto ao meio ambiente. Além disso, foi apresentado o planejamento da microbacia usando ferramentas de geoprocessamento, que deram início aos trabalhos de recuperação de matas ciliares com a construção de cercas financiadas pelo Estado”, explicou o coordenador.

De acordo com os técnicos do IAP responsáveis pela administração dos parques inseridos nos corredores de biodiversidade, alguns resultados já podem ser comprovados. Como na Unidade de Conservação de São Camilo, em Palotina, onde o gerente do parque voltou a encontrar pegadas de veados e pacas, que haviam abandonado o local. “As matas ciliares conectam florestas entre si e facilitam o fluxo da vida”, conclui Schaitza.

Força Verde - Outro programa que também está interligado ao Mata Ciliar é o Força Verde, criado com o objetivo de integrar a atuação do IAP e do Batalhão da Polícia Florestal para intensificar o patrulhamento do Meio Ambiente e Unidades de Conservação do Estado.
Entre as principais funções dos 900 integrantes da Força Verde está a fiscalização periódica das propriedades que ainda não iniciaram a recomposição da mata ciliar e também, das que receberam as mudas ou cercas entregues pelo Programa Mata Ciliar. Um cadastro preenchido pelos produtores ao retirar os benefícios, serve de base para o monitoramento intensivo do desenvolvimento da vegetação e cumprimento da lei.